Tucumã Brasil - Plataforma de difusão cultural

2017

Seja bem vindo.
Este é o site Tucumã © Brasil 
Nosso site trás até você pesquisas e estudos referentes a capoeira e as suas vertentes.
Gostamos de promover debates que nós eleve neste mundo de comhecimento chamado capoeira.
Vou apresentar a vocês algumas das nossas atividades.

Tucumacast - São os podcast de temas e notícias relevantes no mundo da capoeira. 

Tucumavlog - vídeos de opinião, do que rola na capoeira.

Ciclo de oficinas continuadas -  eventos gratuitos com mestres e profissionais de diversas áreas, no qual possam trazer algum benefício a nós capoeiras.

Postagem do site em geral.

Você pode nos ajudar com sugestões de temas, debates e enviando informações, através do e-mail: info@tucumabrasil.com.br  e através do nosso Whatsapp: +55 91 983156878. 

FELIZ 2017 A TODOS!


 Sendo ancestralidade a particularidade ou o estado do que é ancestral, ou seja, do que se refere aos antepassados ou antecessores, o presente estudo teve por objetivo aprofundar a pesquisa da ancestralidade da capoeira delimitando o estudo a responder as seguintes questões, a saber: Q1. A capoeira é indígena? E, partindo do pressuposto que a capoeira é um fenômeno, tal como o fogo que para acontecer necessita de um combustível, um comburente e o calor, portanto: Q2. quais os elementos essenciais para que aconteça a capoeira?

            O estudo aponta que a capoeira não ocorreu na Bahia e se espalhou para pelo Brasil conforme a crença atual. A capoeira ocorreu no Rio, na Bahia, em Pernambuco, em Belém e em todo lugar onde ocorreu o tráfico negreiro africano. Sim, o primeiro Porto Negreiro foi em São Mateus, sul da Bahia e que hoje faz parte do Estado do Espírito Santo. Secundariamente na região do Porto de Galinhas - PE e posteriormente na região do Cais  do Valongo - RJ.

Uma evidência desse fenômeno foi o povo escravizado de Madagascar e da Ilha Reunião protetorados franceses, onde entre os escravos da colheita do café e da cana praticavam uma dança luta sagrada denominada Moringue. Essa pratica é pai da Ladja e do Damye da Martinica (colônia francesa) e influenciou a capoeira Baiana. Segundo o dossiê africano a África Oriental (Moçambique e Madagascar) participou da formação étnica brasileira. O Moringue guarda imensa similaridade com a capoeira nos movimentos, na sonoridade, nas cantigas, na instrumentação e na ritualização dentre outros.

            Em outra face, as práticas indígenas apesar de não serem elementos essenciais para o aparecimento do fenômeno capoeira, temperaram e caracterizaram essa capoeira. No Rio de Janeiro, a etnia predominante eram os Potiguares. Etnia guerreira que tinha como pratica o Maraná. Uma dança guerreira. Isso deu à capoeira carioca uma característica mais de luta. Por sua vez, a Bahia era composta pelos Tupinambás, etnia guerreira, no recôncavo e norte da Bahia e os Tupiniquins no sul. Antes, porém eram habitados por índios do tronco linguístico Macro-jê, dentre eles os Xingaúnas que foram ocupar o centro oeste do Brasil: Xingu, que por sua vez tinham o grito YIÊ, que significa, pare, escute  e preste atenção! Comprovando que influência vai além.

            Por volta do século XVIII a predominância eram a dos Tupys. Os Tupys talvez tivessem tido como atividade física o Xondaro. Pratica Guarani. Toda tribo Guarani praticava tal atividade tendo papéis distintos: o pajé, o protetor, o lutador, ... essa pratica era considerada sagrada e visava preparar a tribo para caça, guerra, as atividades do dia a dia e a prevenção da saúde. Na dança o guerreiro lutador fica no centro da roda, a tribo anda ritmadamente em círculo, no sentido anti-horário. O guerreiro  no centro aguarda a ida de alguém ou seleciona na roda um e a dança da guerra inicia. O guerreiro fará um ataque que pode ser com corpo ou com algum artefato, o Índio não-guerreiro utilizando tem que se esquivar. Ou seja, alguns são guerreiros, outros realizam o papel do pajé mas todos da tribo tem que saber esquivar.



Pelas características da capoeira baiana parece que essa foi a pratica de matriz indígena que influenciou a capoeira. Entretanto, como já afirmei, na época o sul da Bahia era formado pelos Tupiniquins e o norte os Tupinambás. O Xondaro é uma pratica Guarani Mbya.

            Vale pontuar que disserto aqui sobre a capoeira primitiva. A atual capoeira que jogamos, principalmente no que tange o DF, é a capoeira baiana. Por mais que tenhamos recebido influência de todo Brasil devido a característica de Brasília de receber pessoas de todos os cantos do Brasil, a capoeira candanga veio pelas mãos e pés dos Baianos. Bem como a própria capoeira carioca que recebeu a influência de Arthur Emídio, de Itabuna- BA, em sua periferia, como também no centro sofreu influência do grupo senzala que por sua vez, também buscaram na Bahia ou pelas incursões dos irmãos Flores na Bahia, como também mais tarde, de um jovem mestre de capoeira baian, Mestre Camisa. E assim foi em São Paulo com Mestre Suassuna, Mestre Paulo dos Anjos e outros. Parece que a capoeira primitiva sobreviveu entre os baianos que mantiveram a resistência de sua preservação. A capoeira primitiva carioca também até certo poo, Nos sambas de roda, junto com jogo de pau, mas a versão praticada lá atualmente é a baiana.

O estudo permitiu as seguintes conclusões, a saber:

Q1. A Capoeira é de matriz indígena?

Estudos etnomusicológicos sustentam serem indígenas as raízes da capoeira. (Lussac, 2015). O pesquisador Luiz Carlos Krummenauer Rocha (Rocha, 2002) cita as cartas para Portugal e Espanha dos anais das missões jesuíticas no Brasil:

Cartas; do jesuíta Antônio Gonçalves para os
superiores em Lisboa, em 1735, descreve uma
luta em que os índios praticavam antes de
qualquer conflito, em forma de dois a dois ao
centro usando os braços e as pernas como armas
(Convento de Santo Inácio de Loyola, anais das
missões no Brasil. Tomo III p128) (p.11) em Rocha, 2002).

O jesuíta padre MANOEL DA NÓBREGA descreve
em suas cartas ao seu superior na Espanha
falando dos costumes indígenas, descrevendo a
agilidade dos índios Potiguaras com os pés, mãos
e cabeçadas, transformando-se em arma perigosa.
O “museu do convento dos Jesuítas de Barcelona
- Tomo VII de 1860, em Latim” (p.13)

De acordo com Silva (1995), o mestre de Capoeira Gladson
no livro do padre José de Anchieta, Arte
de gramática da língua mais usada na costa do
Brasil, impressa em Coimbra em 1595 - a segunda
obra do padre e a primeira gramática contendo os
fundamentos da língua tupy, também sendo a segunda
obra dedicada a línguas indígenas na América - há
uma citação que “os índios tupi-guaranis divertiamse
jogando capoeira” (p.10)19. Mestre Gladson
também afirma em sua obra que “o navegador
português Martim Afonso de Souza teria observado
tribos jogando capoeira” (p.10)19. De acordo com as
referências acima, tanto o padre jesuíta como Martim
Afonso de Sousa atestam a Capoeira que observaram
como um jogo, em que o padre ainda descreve
acrescentando que se divertiam, porém não sendo
citada nenhuma relação destes jogos com algum tipo
de música ou luta. Tais relatos possivelmente estariam
descrevendo algum tipo de brincadeira jogada na mata
capoeira e não necessariamente a Capoeira luta, prática
corporal. Mas o fato é que, por estas referências se pode
considerar a existência de algum tipo de expressão
com a presença do elemento jogo sendo praticada na
mata, na capoeira, ou mesmo alguma prática lúdica
nomeada capoeira pelo padre ou mesmo pelos índios.
Mas, do mesmo modo, se deve considerar que se esta
fosse uma prática cultural mais especí! ca, poder-seia
crer que o padre jesuíta, pelo grande tempo de
observação, pelas várias regiões em que passou e devido
ao tipo de relacionamento que manteve com os índios,
não se deteria em fornecer maiores detalhes. A! nal, o
padre foi um dos portugueses que melhor conheceram
o litoral sudeste do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro e
Espírito Santo - e ainda esteve brevemente na capitania
da Bahia. Soma-se a isto o fato de sua diferenciação
da maior parte dos demais pela sua cultura erudita
naquele período, compreendido entre 1553, quando
chegou ao Brasil com 19 anos de idade, até o seu
falecimento em 1597. José de Anchieta cultivou
quatro línguas: português, castelhano, latim e tupy, e
produziu importantes obras, as quais ainda merecem
maiores análises para estudos relacionados à Capoeira.
Análises mais profundas sobre tais documentos,
combinadas com outros estudos relativos podem
contribuir de alguma forma sobre o assunto, mas as
leituras super! ciais feitas até agora sobre tais referências
tornam inconclusivas maiores especulações. Outro
ponto é a análise na fonte primária, a qual não foi
possível o acesso durante a elaboração deste estudo e
que pode ser julgada como sendo preponderante para
investigações mais profundas no futuro, aproveitando
os apontamentos desenvolvidos por este trabalho.
Sobre Martim Afonso de Sousa, este foi um nobre
e militar português, nascido entre 1490 e 1500, tendo
falecido em 21 de julho de 1564 ou 1571. Após o
início de sua carreira de homem de mar e guerra, em
1531 percorreu todo o litoral brasileiro por ocasião
da armada que o Rei D. João III enviou ao Brasil
para estabelecer posses na área da bacia do Rio do
Prata, o que não aconteceu devido ao seu naufrágio.
Após este fato retornou à região de São Vicente em
1532, onde estreitou laços com lideranças indígenas
locais e fundou no mesmo ano a primeira vila dos
portugueses nas Américas - a Vila de São Vicente.
Desta viagem, resultou o Diário da navegação de Pero
Lopes de Sousa - irmão de Martim - um documento
histórico ímpar publicado somente no século XIX,
e que merece uma análise em futuros estudos por
concorrer como uma possível fonte para a história da
Capoeira. Posteriormente, Martim Afonso de Sousa
retornou a Lisboa em 1534, já como Capitão-Mor
e donatário de duas capitanias hereditárias. Deste
modo, torna-se possível inferir que é grande a possibilidade
de Martim Afonso de Sousa ter tido contato
com a Capoeira, ou algo semelhante, se esta fosse
parte da cultura indígena e se existisse sua ocorrência
no litoral Sul-Sudeste e talvez no Nordeste naquele
período. E por ser Capitão-Mor, de certo modo
centralizava as informações da Colônia, sendo que
se a Capoeira ou outra expressão semelhante fosse
utilizada como instrumento de defesa, resistência ou
rebelião de alguma forma, provavelmente, ele teceria
maiores detalhes sobre esta prática.
(LUCSSAC, 2015).


Primeiramente vale ressaltar que algumas palavras tinham semânticas distintas na era Brasil colônia. Negro não era quem possui e pele preta, e sim todo aquele que não fosse branco ou tivesse suspeita de não ser um legítimo branco. Talvez para justificar eticamente uma conduta escravocrata o não puro era denominado negro. Eram os negros da terra e os negros da África. Haviam no Brasil pretos índios da terra, como povo Kalunga, a semântica de negro não se equivalia a cor e sim a um “status”. Não era uma palavra substantivada e sim de adjetivada.

A capoeira, sua etimologia provém do indígena e possuía segundo Araujo (2005): 1)  Qualificação de indivíduos que praticavam ou exerciam a luta ou o jogo da Capoeira; 2) Qualificação de toda a sorte de indivíduos malfeitores; 3) Qualificação de indivíduos fugitivos. Segundo Mestre Claudio Danadinho, um dos precursores do grupo Senzala, além de mato ralo, capoeira significava Kaá Poera significava também fuga pelo mato ralo. Ou seja o fato do vocábulo capoeira ter diferentes semânticas, teria contribuído para uma confusão em relação ao significado da prática do jogo-luta e os outros significados da palavra.

Segundo Antônio Moraes da Silva cita a “Luta da Capoeira”, praticada por negros, mestiços e índios no Brasil, em seu livro “Dicionário da Língua  Portuguesa” Lisboa - Typografhia Lacerdina - 1813 Tomo I p.343” (p.12).

 Este dado é importante no que se refere à presença de índios e mestiços em uma referência da Capoeira como luta no período dos primeiros registros desta expressão no Rio de Janeiro. Inclusive, é no ano de 1811, muito próximo da publicação do referido dicionário, em que é possível constatar, no Rio de Janeiro, a primeira evidencia documental da existência da Capoeira jogo-luta.

Conclui que o perfil étnico dos praticantes da luta e do jogo da Capoeira no início do século XIX demonstra que, apesar de ser encontrado um perfil predominantemente de escravos e africanos , não se pode inferir que a gênese desta expressão seria uma cultura e prática de um grupo, de uma etnia ou de uma nação africana específica

Posto assim, a resposta da primeira questão é que pelos dados até hoje pesquisados não se pode inferir a gênese da capoeira nas matrizes indígenas. E fortalecido pelo aparecimento do Moringue, numa época similar ao surgimento da capoeira num protetorado francês (Ilha Reunião e Madagáscar), entre os escravos que disfarçavam sua luta, dança, ritual sagrado dentro das colheitas, neste caso, escravos da colheita da cana de açúcar e de café, que possuíam a cultura do codinome, realizaram uma prática semelhante a capoeira: Moringue, essa arte fortalece o argumento de que a capoeira parece ser um fenômeno que brota onde o negro africano escravizado  se viu na necessidade de compartilhar seus conhecimentos e disfarçar o preparo de uma luta em uma pratica folclórica na ânsia pela libertação.

Q2. quais os elementos essenciais para que aconteça a capoeira?

O negro africano escravo. Talvez em um recorte bem mais delimitado: o negro africano escravo da colheita do algodão e do café

A consequência deste estudo é que novas questões saltam aos olhos do pesquisador, na procura da Ancestralidade do fenômeno capoeira, são elas: Q1) Capoeira carioca foi gerada da soma do N’golo com Maraná? Q2) Capoeira baiana do N’golo com Xondaro? Q3) A capoeira baiana sofreu influências do Moringue? Q4) Quais as matrizes formadoras do Moringue? E Q5) A capoeira baiana é esta que está pelo mundo todo?



Bibliografia

1.     LUSSAC, Ricardo Martins Porto. Especulações acerca das possíveis origens indígenas da capoeira e sobre as contribuições desta matriz cultural no desenvolvimento do jogo-luta. Em Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) Abr-Jun; 29(2):267-78. 2015.

2.     Rocha LCK. Teses que comprovam a brasilidade da capoeira. Rev Prat Capoeira.17:10-3. 2002.

3.     Silva GO. Capoeira do engenho à universidade. 2a ed. São Paulo: o autor; 1995

4.     Araújo PC. Capoeira: um nome - uma origem. Juiz de Fora: Notas & Letras; 2005

5.     Antônio Moraes da Silva. “Dicionário da Língua Portuguesa” Lisboa - Typografhia Lacerdina - 1813 Tomo I p.343” (p.12)14

6.     Brasil. Arquivo Nacional. Códice 403. Vol I. 5 jun. 1811.

"Mestre Brucutú" Brasília-Df

Tucumacast Especial com o Professor Douglas Tessuto.
Pesquisador da origem da capoeira, Professor de capoeira pelo Grupo Muzena de SP.
Esse texto faz parte do livro CAPOEIRA - uma arte indígena do Brasil, é a história da escravidão indígena.

Download do áudio
https://drive.google.com/a/tucumabrasil.com.br/file/d/0B_qIeVAWlypPTzlYQmNoQlZoZGc/view?usp=drivesdk







Douglas Tessuto

Siga-nos

Tucumã Brasil
Acesse: https://www.tucumabrasil.com.br
Hangout: info@tucumabrasil.com.br
Whatsapp: +55 91 983156878
https://m.facebook.com/Tucumabrasiloficial
www.youtube.com/tucumabrasiloficial


Certas expressões populares se tornam de tal forma parte de nosso vocabulário e repertório que é como se sempre tivessem existido. Dor de cotovelo, chorar as pitangas, dar com os burros n’água, engolir um sapo ou salvo pelo gongo, tudo é dito como se fosse a coisa mais natural e normal do mundo.


Mas se mesmo as palavras mais corriqueiras possuem uma história e sua própria árvore etimológica, naturalmente que toda e qualquer expressão popular, das mais sábias e profundas às mais bestas e sem sentido, possuem uma origem, ora curiosa e interessante, ora sombria e simbólica de um passado sinistro.

Pois muitas das expressões que usamos no dia a dia, e que hoje comunicam somente seu sentido funcional – aquilo que atualmente a frase “quer dizer” – são originarias de um vergonhoso e longo período da história do Brasil: a escravidão.

Ainda que os sentidos originais tenham se diluído em algo trivial, essa origem permanece, como em toda palavra ou frase comum, feito um DNA marcando nossa própria história.

O Brasil foi o país que mais recebeu escravos no mundo, e o último país independente do continente americano a abolir a escravidão.Conhecer o sentido original e a história de uma expressão é saber, afinal, o que é que estamos falando.Por isso, essa seleção de nove expressões populares criadas durante o período da escravidão no Brasil – uma época que faz parte de nosso passado, mas que possui ainda forte influência sobre nossa realidade atual.

1. Tem caroço nesse angu

A expressão, que significa que alguém estaria escondendo algo, tem sua origem em um truque realizado pelos escravos para melhor se alimentarem. Se muitas vezes o prato servido era composto exclusivamente de uma porção de angu de fubá, a escrava que lhes servia por vezes conseguia dar um jeito de esconder um pedaço de carne ou alguns torresmos embaixo do angu. A expressão nasceu do comentário de um ou outro escravo a respeito de certo prato que lhe parecesse suspeito.

2. A dar com pau


“Pau” é um substantivo utilizado em algumas expressões brasileiras, e tem sua origem nos navios negreiros. Muitos negros capturados preferiam morrer a serem escravizados e, durante a travessia da África para o Brasil, faziam greve de fome. Para resolver a situação, foi criado então o “pau de comer”, uma espécie de colhe que era enfiada na boca dessas pessoas aprisionadas por onde se jogava a comida (normalmente angi e sapa) até alimenta-los enfim. A população incorporou a expressão.

A única foto que se tem notícia de um navio negreiro brasileiro, tirada por Marc Ferrez

3. Disputar a nega

Essa expressão, que significa disputar mais uma partida de qualquer jogo para desempatá-lo, possui sua origem não só na escravidão, como também na misoginia e no estupro (o que espanta que até hoje seja utilizada com tanta naturalidade). Sua história é simples e intuitiva: quase sempre, quando os senhores do passado jogavam algum esporte ou jogo, o prêmio era uma escrava negra.

Escrava trabalhando mesmo que com o filho a tiracolo

4. Nas coxas

A origem da expressão, que quer dizer algo mal feito, realizado sem capricho, é imprecisa, e não há consenso sobre se ela viria de fato do período da escravidão. De todo modo, há vertente mais popular afirma que a expressão viria do hábito dos escravos moldarem as telhas em suas coxas que, por possuírem tamanhos e formatos diferentes, acabavam irregulares e mal encaixadas.

5. Espírito de porco

Ainda que a origem da expressão venha da injusta má fama associada ao animal, por uma ideia de falta de higiene, sujeira e impureza, tal má fama é oriunda de princípios religiosos. Durante o período escravocrata, os escravos se recusavam e eram obrigados a matar o animal, para que servisse de alimento. A recusa vinha porque se acreditava que o espírito do animal abatido permaneceria no corpo de quem o matasse pelo resto de sua vida e, para complementar tal crença, a incrível semelhança que o choro do porco possui com um lamento humano tornava o ritual ainda mais assustador.

6. Para inglês ver

Essa expressão tem sua origem na escravidão, e também no mal hábito ainda atual brasileiro de aprovar leis que não “pegam” (que ninguém cumpre e nem é punido por isso). Em 1830, a Inglaterra exigiu que o Brasil criasse um esforço para acabar com o tráfico de escravos, e impusesse enfim leis que coibissem tal prática. O Brasil acatou a exigência inglesa, mas as autoridades daqui sabiam que tal lei simplesmente não seria cumprida – eram leis existentes somente em um papel, “para inglês ver”.

7. Bucho Cheio ou Encher o bucho

Expressão mais comuns em Minas, eram usadas tanto pelos escravos quanto por seus exploradores, evidentemente que com outra conotação da que se usa hoje. Atualmente significando estar bem alimentado, de barriga cheia, na época significavam a obrigação que os escravos que trabalhavam nas minas de ouro possuíam de preencher com ouro um buraco na parede, conhecido como “bucho”, para só então receber sua tigela de comida.

Escravos trabalhando em Minas, em rara foto da época

8. Meia tigela

A partir da expressão anterior, a história segue, dando origem a expressão “meia tigela”, que significa algo sem valor, medíocre, desimportante. Quando o escravo não conseguia preencher o “bucho” da mina com ouro, ele só recebia metade de uma tigela de comida. Muitas vezes, o escravo que com frequência não conseguia alcançar essa “meta” ganhava esse apelido. Tais hábitos não eram, porém, restritos às minas, e a punição retirando-se parte da comida era comum na maioria das obrigações dos escravos.

9. Lavei a égua

Por fim, a expressão “lavar a égua”, que quer dizer aproveitar, se dar bem, se redimir em algo, vem também da exploração do ouro, quando os escravos mais corajosos tentavam esconder algumas pepitas debaixo da crina do animal, ou esfregavam ouro em pó em sua pele. Depois pediam para lavar o animal e, com isso, recuperar o ouro escondido para, quem sabe, comprar sua própria liberdade. Os que eram descobertos, porém, poderiam ser açoitados até a morte.

Por que você paga para o seu filho(a) treinar Capoeira?:

"Um PAI pergunta para outro - Porque você gasta dinheiro e tanto tempo com treinos, rodas, eventos, campeonatos e passa tanto tempo correndo  para ver teu  filho treinar Capoeira?

O outro pai responde: Bem, eu tenho uma confissão a lhe fazer: Eu não pago para meu filho treinar Capoeira!

O outro pai retruca: Então, se não paga para ele treinar e lutar o que está  pagando?

Bom, responde o pai do aluno... Eu pago por aqueles momentos quando meu filho está tão cansado e ele sente que quer desistir, mas não desiste, quando cair, saber se levantar...

Eu pago pela oportunidade que meu filho pode ter em fazer amizades duradouras.

Eu pago a oportunidade de que ele possa ter contato com professores e mestres incríveis que irão lhe ensinar não apenas sobre a Capoeira mas sobre o jogo da vida.

Eu pago, também, para meu filho poder aprender a ser mais disciplinado.

Eu pago para que meu filho aprenda a cuidar do corpo dele.

Eu pago para meu filho poder aprender a trabalhar com os outros e ser um orgulho, solidário, gentil e um respeitoso membro de sua Escola.

Eu pago para meu filho aprender a lidar com a decepção, quando ele não ganha ou erra um movimento , embora ele tenha praticado mil vezes, mas ainda assim ergue a cabeça e está determinado a fazer melhor da próxima vez...

Eu pago para meu filho aprender a fazer e alcançar objetivos.

Eu pago para meu filho poder aprender que demora horas e horas e horas e horas de trabalho árduo e prática, para criar um campeão, um professor, um mestre e que o sucesso não acontece da noite para o dia.

Eu pago para que o meu filho possa estar na Capoeira, seja nas academias, nas roda, nos eventos, ao invés de ficar envolvido com coisas erradas...

Eu poderia continuar, mas para ser breve, eu não pago para ele treinar nem lutar, eu pago as oportunidades que a Capoeira proporciona para meu filho desenvolver atributos que servirão para o bem de toda a sua vida e lhe darão a oportunidade de abençoar a vida de outros, respeitando todos os espaços, os mais velhos, nossos ancestrais, os mais fracos, a natureza, o meio ambiente, sua família...

Pelo que tenho visto por muitos e muitos anos, acho que é um grande investimento.

E isso, é o que posso deixar para meus filhos e para sociedade.

Autor: Desconhecido

Infeliz!
É como eu chamo este titulo.
Ja que sempre,  a capoeira volta as suas "origens" de discriminação e preconceitos de uma sociedade elitista. No qual julga como cultura, somente as dos lordes e senhores de escravos. Descaracterizando todas as outras da humanidade.
Me pergunto se estaríamos andando em sentidos diferentes? Capoeiristas não podem ser escritores?
Não podem ler?
O pior de tudo é que está chamada, vem de um site no qual o nome já diz tudo: " mundo negro".
Isso me faz lembrar diversas vezes no qual vejo a capoeira discriminada.
Sonhar em termos nosso esporte mais valorizado , não é tão difícil  assim!

E você,  como se sente?

 http://www.mundonegro.inf.br/por-menos-capoeira-e-mais-premios-de-literatura-para-os-nossos-adolescentes/

Pessoal!
Campanha para arrecadar fundo para publicação de livro sobre capoeira. Ajudem, sua participação é muito importante para a publicação deste material!!!
É um projeto onde todo mundo ganha!
Veja as vantagens de apoiar o projeto!
 No Brasil há uma grande dificuldade de apoio para publicação. Ser escritor não é só escrever, mas se preocupar também com a qualidade da publicação e com a distribuição de seus livros.
Existem pequenas editoras e gráficas que fazem vias de editoras, imprimem o livro. Isso quando os autores conseguem recursos para chegar até essas pequenas editoras. Por esse motivo venho através de um dos maiores sites de crowdfunding do mundo arrecadando fundos para esse projeto!


 Mestre Bom Sorriso https://www.kickante.com.br/campanhas/capoeira-critica-de-um-jogo

FICA-SP com apoio do  Mestre Cobra mansa : NOTA DE POSICIONAMENTO
Red Bull Paranauê

Bom dia, boa tarde e boa noite, membros da FICA pelo Mundo.
Com respeitos, pedindo licença para os Mestres, Contra Mestres, Treineis e Líderes da FICA.
Nós, representantes da FICA, núcleo São Paulo, estamos aqui hoje para suscitar uma discussão.
Como pessoas que estão iniciando agora no mundo da Capoeira Angola, queremos, respeitosamente, colocar uma questão, mostrar nosso posicionamento enquanto núcleo, buscar orientação e tentar saber da opinião das lideranças dos demais grupos, além dos mestres, CM e treineis desta Fundação.
Teremos neste mês, o Evento Red Bull Paranauê, que, segundo seu regulamento, escolherá o Capoeirista mais completo do mundo.
Para isso, serão avaliados, por mestres, jogando os estilos Angola, Regional e Contemporânea (2 estilos para cada competidor, que serão sorteados).
E, os mestres que participarão, serão grandes personalidades como Jair Moura, Itapoá, Jogo de Dentro, Nenel e João Grande.
A nota que estamos escrevendo, não tem objetivo de criticar o evento, nem a ação dos mestres ou organizador. Mas sim, teceremos opiniões e pequenas provocações ao pensar, para, pelo menos, termos a oportunidade de analisar e nos posicionarmos, enquanto lideranças.
Assim como os treineis e alunos mais novos poderem conhecer o posicionamento dos mais antigos nesta Fundação, que já passaram por diversas construções, auxiliando colocar o nome da Capoeira Angola onde está.
As vezes, existe a necessidade de nós, mais novos, termos este direcionamento e, estes acontecimentos são oportunidades disso acontecer. Conhecermos o posicionamento e desejos dos nossos líderes.
Não acredito que o organizador, grande nome da capoeira, reconhecido pela comunidade, com apoio institucional e oportunidade de correr atrás e realizar um sonho ou uma vontade que já tinha, deva ser julgado ou avaliado.
Mas podemos dar uma olhada mais aprofundada na questão da escolha do Capoeirista mais completo, que é o foco deste evento.
O Regulamento diz que ambos participantes e praticantes de Capoeira dos Estilos Angola, Regional e Contemporânea poderão participar.
Cada participante fará 2 jogos de 40 segundos cada, em 2 dos 3 estilos, sendo estes sorteados para cada participante (Angola, Regional ou Contemporânea).
Os toques serão Angola – Estilo Angola; São Bento Grande da Regional – Estilo Contemporânea e; Iuna – no estilo Regional.
Sendo que é explicado que no toque de Iuna, jogam apenas mestres e, os alunos deveriam pedir autorização para os mestres para jogarem e, que nesse toque tradicional, por exemplo, espera-se que, como na Capoeira Regional, que realizem balões e cintura desprezada, como era tradicional na Capoeira do m Bimba.
M Jogo de Dentro e m Lua Rasta avaliarão os que forem sorteados a jogar angola, m Itapoã e m Nenel avaliarão os que jogarem Regional.
M João Grande e Jair Moura serão convidados de Honra (não se diz que eles julgarão. Apenas estarão enquanto convidados especiais).
* Está vetada a participação de mestres.
Então vejamos, de forma bem simples, algumas questões provocadoras do pensamento:
- Como se define o capoeirista mais completo do mundo?
- Todos os capoeiristas, de todos os estilos podem participar, mas o capoeirista mais completo é aquele que for julgado como o melhor “jogador”, pelos julgadores, nos dois estilos que jogar.
Sendo assim, um “angoleiro” terá que jogar em 2 estilos e, ser avaliado, por exemplo, jogando “regional” e “contemporânea” (se forem os estilos para ele sorteados)? A mesma coisa acontecerá com um praticante da Regional de Bimba, sendo sorteado para jogar 40 segundos de “angola” e 40 segundos de “contemporânea”?
- Em 40 segundos, é possível avaliar o capoeirista mais completo do mundo? E/ou o jogador mais completo do mundo?
- Mestres estão vetados de participar. Será que o Capoeirista mais completo do mundo, pode ser mais completo que um mestre de Capoeira? Destes com grande projeção, conhecimento e reconhecimento em suas comunidades?
- O capoeirista mais completo do mundo será avaliado em dois jogos de capoeira, de 40 segundos cada. Neste tempo, conseguiríamos avaliar todas as questões subjetivas que transformam um jogador de capoeira em um capoeirista completo?
- É possível elencar todas as questões subjetivas e também as concretas, que formam um capoeirista, da forma mais completa possível?
- Existe, a partir das experiências adquiridas; Entendimento próprio; Valores próprios de vida; Ensinamentos; Forma com que se transforma o que se aprende ao que se ensina; Cuidado com os alunos; Capacidade de ensinar; cuidado com a tradição e fundamentos (entre outros diversos aspectos)... Uma forma de avaliar o capoeirista mais completo? E comparar este com outro capoeirista totalmente diferente? É possível?
- Existe a possibilidade de, com apoio direto ou indireto dos mestres dos estilos mais tradicionais, os alunos destes e de seus estilos, começarem a se sentir encorajados a participar deste tipo de competição? Como estes mestres agiriam com seus alunos que fizessem esta escolha?
- Se praticantes dos estilos mais tradicionais (Angola e Regional) resolvessem participar destas competições, estes passariam a ter que treinar os demais estilos de Capoeira? Para serem completos também nestes? Seria justo eles dizerem que não deixaram seu estilo, só estão se preparando para conhecerem o máximo que puderem de cada estilo, sendo capoeiristas mais completos?
- O que aconteceria com os estilos de Capoeira se esta equação se seguisse, daqui 15, 20 anos?
- Estamos possuindo capacidade, paciência e vontade de avaliar nossas ações e ações dos nossos congêneres, de forma a nos posicionarmos de forma clara para a comunidade da Capoeira? Com coragem, independente do nosso posicionamento?
Enfim, são muitas questões e, nos deixariam horas pensando.
A questão é que existem mestres de nosso estilo, Capoeira Angola, participando deste evento. Apoiando ou não o mesmo.
Mestres apoiando, suscitam a discussão da necessidade de sustento financeiro.
Alguns capoeiristas estão conversando nas redes sociais sobre nós precisarmos entender que os mestres também necessitam de sustentar suas famílias e escolas.
Alguns destes mestres, podem, ainda, estar/ter com a cabeça mais aberta do que imaginamos e, entendendo que não há problema para os estilos mais tradicionais (Angola e Regional).
Não haveria problema no posicionamento contra ou a favor. Mas é necessário que quem se posiciona, mantenha sua posição em qualquer lugar onde for.
Afinal, que exemplo esperar de um mestre qualquer, de qualquer estilo, que, com certeza criticaria o evento/competição para seus alunos, em suas escolas e, ao mesmo tempo, vai, apóia e/ou julga no mesmo evento?
E, analisando bem, não seria a primeira vez que acontece. Vamos exercitar nossas mentes, politicamente esquecíveis e memórias curtas...
A questão é que no atual momento histórico, sócio político e cultural em que nossa humanidade vive, não dá mais para aceitar alguém que preconiza e defende uma bandeira e, não age de acordo com o que fala.
Liderança pelo exemplo é a melhor liderança. Seja para qualquer posicionamento.
Mestre Pastinha já dizia metaforicamente que: A Capoeira é para todos, mas nem todos são para a Capoeira.
Necessitamos de lideranças que tenham “culhões” de, pelo menos, agirem com congruência em ações que julgam certas ou erradas, sem conflitos, não importa seu posicionamento.
Logo, nós da FICA-SP não estamos contra quem se posiciona de um lado ou outro. Mas esperamos que haja coerência no discurso das lideranças e, que a comunidade da Capoeira cobre tal comportamento digno e maduro.
Sabemos inclusive que os estilos Angola e Regional são estilos forjados em um movimento sócio político e, podem não defender na totalidade, a idéia da Capoeira Primitiva, que já acontecia anteriormente a “definição” destes dois estilos.
Mas necessitamos pensar em o que vamos defender a partir de agora. Com pensamento crítico.
Pois se nada for defendido, com a justificativa de que nada é real ou autêntico ou de que não conhecemos de fato a história do que já foi... Toda a luta política, desde o mestre Pastinha, facilmente desaparecerá.
Existem diversas artes que simplesmente desapareceram. Vejam por ex o Batuque que teoricamente, precedeu a Luta Regional Baiana. Também a Tiririca, a Pernada Carioca...
Não acredito que nós, enquanto lideranças, não devamos nos posicionar.
Liderança não nos dá posição de conforto. Ao menos, não deveria.
Ficar em cima do muro, é descansar em cima do Status QUO, vendo a vida passar e aceitando o que vier e acontecer com nossas artes e culturas populares.
Lideranças e personalidades não deveriam ficar em cima do muro, com medo de tomar uma “porrada” ou serem linchados pela opinião pública. A força da liderança e reconhecimento que nos foi cedido pelos mais antigos e pela comunidade, deveria ser suficiente para termos nossa opinião formada, seja ela para um lado ou para o outro.
Precisamos analisar as pequenas ações que ocorrem em nosso tempo, avaliando historicamente as mudanças que já existiram e, buscando projetar nossas escolhas e posicionamentos para as próximas gerações, que escolherão defender as características de uma linhagem, de uma tradição ou, abrindo mão, para fazer a Capoeira que bem entenderem, ainda utilizando velhas metáforas, para justificar suas ações.
Poderia ser a morte do pensamento de Capoeira que vocês mesmos, tanto lutaram para construir e manter?
Existe um afrouxamento e flexibilização da moral, que mestre Pastinha preconizou em seus manuscritos?
Nossas ações realizadas atualmente são conscientes ou são apenas um reflexo de desânimo, pelo cansaço de tanto lutar por algo que parece não levar a lugar nenhum?
Líderes, Se posicionem!
Outras pessoas e capoeiristas estão em busca do ou de um caminho.
Capoeiristas, busquem posicionamento das lideranças, porém, não apenas aceitem tudo e qualquer coisa. Busquem capacidade crítica de analisar presente, passado e futuro, buscando fazer valer o que é preciso e, deixando (guardado) o que não pode ser momentaneamente utilizado.
Gostaríamos de saber a opinião dos(as) demais líderes da FICA no Mundo quanto à este assunto.
Obrigado.
Mestre Cobra mansa e Líderes, FICA-SP.
Ao longo dos séculos, a capoeira foi se transformando e hoje conhecemos três principais estilos direcionados por grandes mestres: Angola, Regional e Contemporânea. Milhares de capoeiristas ao redor do mundo se especializaram em cada estilo e o Red Bull Paranauê quer achar o capoeirista mais completo, aquele capaz de jogar e passear pelos principais segmentos de Capoeira.

Vamos resgatar e manter vivo os ensinamentos de grandes mestres como Mestre Bimba, Mestre Pastinha, Mestre João Grande e tantos outros, unindo a todos em torno de uma grande contemplação ao esporte, que acontece no dia 28 de janeiro, em Salvador (BA).

Com a ajuda das maiores referências da Capoeira como Mestre João Grande (Angola), Mestre Nenel (Regional), Mestre Lua Rasta, o cineasta e pesquisador Jair Moura, Mestre Sabiá e tantos outros vamos homenagear o esporte com uma semana de atividades na cidade, com aulas e palestras gratuitas que resgatam a essência da capoeira. Fique ligado por aqui para saber tudo que vai rolar na semana do evento!

Conheça o conceito

Esta primeira edição do evento focará em 5 Toques de Capoeira, cada um com suas particularidades. Por exemplo, no toque de iúna, criado pelo Mestre Bimba, deve-se obrigatoriamente executar o movimento de Balão-Cinturado. Para esse toque não há canto, nem puxada de palma. Como foi um toque criado para jogar apenas Mestres e Contra-Mestres, os alunos devem pedir permissão ao seu Mestre ou aos Mestres da roda para poder jogar.

Sorteio

Ao subir no palco do evento, cada capoeirista irá sortear 1 toque e ambos devem jogar os 2 toques retirados. Ao finalizar o jogo, os 5 Mestre Jurados devem apontar o vencedor.

Toques do Red Bull Paranauê 2017

· São Bento Grande de Angola
· Jogo de Dentro
· São Bento Grande Regional
· Iúna
· Idalina

Os Mestres Jurados

· Mestre Nenel
· Mestre Lua Rasta
· Mestre Jogo de Dentro
· Mestre Paulinho Sabiá
· Mestre Capixaba

Além disso 2 grandes personalidades da Capoeira estarão presentes como membros honorários desse primeiro evento:

· Mestre João Grande
· Historiador Jair Moura

Jogadores

Dezesseis capoeiristas selecionados em 4 Seletivas que antecedem ao evento mais 1 vaga que foi destinada ao vencedor do evento VMV Barcelona que ocorreu em Março de 2016, onde o ganhador foi o Capoeirista Chipa da Calofórinia – USA.

· Seletiva Rio de Janeiro (2 Vagas)
· Seletiva São Paulo (2 Vagas)
· Seletiva Bahia (7 Vagas)
· Seletiva Mundo (4 Vagas)
· Vencedor do VMV Barcelona 2016 (Chipa – Califórnia/USA)

Todo capoeirista pode participar se inscrevendo em uma das seletivas que acontecem em 3 cidades do Brasil. A faixa etária é a partir de 18 anos e não há restrição de gêneros. Será permitido a participação de todos os Capoeiristas excetos Mestres.

Para se inscrever o Capoeirista deve enviar um e-mail para uma das seletivas que deseja participar contendo Nome Completo, Nome do Seu Mestre e Telefone com DDD. Corra, pois as seletivas terão vagas limitadas!

Inscreva-se para as seletivas

Seletiva Rio de Janeiro
12 de Janeiro 2017
Local: à definir
Horário: 18:00
E-mail para inscrição: paranaue.rio@redbull.com.br

Seletiva São Paulo
13 de Janeiro 2017
Local: Red Bull Station – Praça da Bandeira, 137, Centro – São Paulo/SP
Horário: 18:00
E-mail para inscrição: paranaue.sp@redbull.com.br

Seletiva Bahia
26 de Janeiro 2017
Local: Praça atrás do Projeto Mandinga - Rua das Laranjeiras, 27, Pelourinho – Salvador/BA
Horário: 16:00
E-mail para inscrição: paranaue.bahia@redbull.com.br

Seletiva Mundo (para capoeiristas de fora do Brasil)
26 de Janeiro 2017
Local: Praça atrás do Projeto Mandinga – Rua das Laranjeiras, 27, Pelourinho – Salvador/BA
Horário: 16:00
E-mail para inscrição: paranaue.bahia@redbull.com.br













http://www.redbull.com/br/pt/stories/1331833301821/vem-a%C3%AD-red-bull-paranau%C3%AA
 ESTILO OU MARCAS ????
Observando vídeos antigos de capoeira, me atentei principalmente em dois nomes imortalizados na capoeira: Mestre Bimba, e Mestre Pastinha.
Aprendi a capoeira dividida entre Angola, e regional, sendo me informado que cada uma era um estilo, ou seja, uma diferente da outra, porém os vídeos de antigamente das capoeiras de mestres Bimba e Pastinha, não apresentam uma diferença tão expressiva para dividir a arte em duas, pois as duas eram muito parecidas, inclusive existe um vídeo de mestre Pastinha até fazendo balões, movimentos marcantes como exclusivos da regional de Mestre Bimba. Então vou expor meu raciocínio frio e calculista, pois hoje ainda temos mais outros estilos também dividindo ainda mais a capoeira, ou seja: SOBRENOMES.
Antes da criação da luta regional baiana, não existiam sobrenomes angola ou regional, era apenas CAPOEIRA !
Hoje temos também a capoeira moderna, capoeira contemporânea, angola estilizada, regional contemporânea, etc...
Na realidade tudo isso só pode ser explicado de uma maneira com uma só palavra : Comércio !!!!
Isso mesmo, a capoeira é um produto que a cada época apresenta uma nova roupagem, uma forma diferente para atingir um mercado consumista do mundo capitalista que vivemos, em análise claro desde a época que comecei a treinar capoeira, observei várias transformações em um período de pouco mais de 30 anos,  entre essas transformações, é nítido a criação de uma nova Capoeira Angola extremamente comercial, nada a ver com a angola de antigamente, a regional contemporânea a mesma coisa, embora erro em denominar a capoeira moderna de REGIONAL, pois joga -se o que o berimbau pedir, e não apenas jogos executados ao som de toques do mestre Bimba, joga-se até toques da angola nas grandes escolas, porém se alto afirmam regionais, mas eu gosto muito dos dizeres do saudoso Mestre Canjiquinha que enxergou isto que escrevo, à anos atrás, afirmando : " CAPOEIRA É UMA SÓ ".
Resumindo : Mestre Bimba foi o primeiro a vender uma marca, REGIONAL, e mestre PASTINHA pegou o gancho e vendeu a segunda marca ANGOLA, e nos dias atuais várias outras marcas são vendidas, e posso citar algumas de forma simplificada porém realista : MUZENZA, ABADÁ, CORDÃO DE OURO, CAPOEIRA BRASIL, CAPOEIRA GERAIS, AXÉ CAPOEIRA, ETC...  Grupos, escolas, tribos, MARCAS, ou estilos ??????  

Abraços !!! 
Professor Pelicano !!!

------------------------------------------------------------------------

Siga-nos

Tucumã Brasil
Acesse: https://www.tucumabrasil.com.br
Hangout: info@tucumabrasil.com.br
Whatsapp: +55 91 983156878
https://m.facebook.com/Tucumabrasiloficial

www.youtube.com/tucumabrasiloficial