Entrevista Mestre Feijão - Pr - Grupo Muzenza Capoeira - Tucumã Brasil ® Oficial
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Entrevista Mestre Feijão - Pr - Grupo Muzenza Capoeira

Entrevista Mestre Feijão - Pr - Grupo Muzenza Capoeira

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Olá pessoal, como estão todos?
Bem,estamos publicando a entrevista do Mestre Feijão do Grupo Muzenza Capoeira do Estado do Paraná, no qual foi publicada inicialmente no Blog do Monitor Passarinho, um de nossos colaboradores do site.
Lembrando que fomos autorizados.
Monitor Sidney - Foto Divulgação.












Quem quiser colaborar como nosso site é só enviar sua sugestão para o E-mail: info@tucumabrasil.com.br ou enviar-nos mensagens através de nosso Twitter, Facebook, Orkut  ou no Google +.
Espero que curtam!!!



Mestre Feijão em visita a Belém do Pará.
ENTREVISTA PARA O BLOG: 
http://passarinhomuzenza.spaceblog.com.br
Entrevistador:
Monitor Passarinho – Muzenza de Concórdia do Pará
Entrevistado:
Mestre Feijão – Muzenza / Curitiba – PR

Ficha Técnica:
Nome:
EMERSON LUIZ FIGUERÔA
Nascido em:
22/06/1972
Apelido:
FEIJÃO
Profissão:
PROFESSOR DE CAPOEIRA
Ano de sua formação:
1990 (NA ÉPOCA CORDA AZUL DA FEDERAÇAO)
Grupo de Capoeira:
MUZENZA

Blog. – Nos fale um pouco sobre seu trabalho com a capoeira e como foi seu primeiro contato com esta Arte?
Mestre:
Eu tinha 6 anos de idade e meu irmão mais velho colocou eu e meu outro irmão (Mestre Sargento) na academia do Mestre Burguês, que estava a 2 quadras da minha casa. Nunca mais parei de treinar e essa sempre foi minha vida. Comecei a dar aulas em 1990, quando me formei. Dei aulas em algumas academias, clubes e escolas e tive minha própria academia em Curitiba, que estou reabrindo agora. Sempre gostei de campeonatos. Desde pequeno participava. Ganhei alguns e perdi alguns... Em 2004 fui morar na Espanha, na cidade de Valladolid e lá dei aulas de capoeira em muitos lugares e também trabalhávamos muito com shows de cultura brasileira, que os espanhóis adoram. Em 2011 decidi voltar ao Brasil.

Blog. – A capoeira cresceu muito nos últimos anos fora do seu Pais de origem. Como o senhor vê esse crescimento, principalmente no Continente Europeu.

Mestre:
Bom, eu fiz parte disso e posso dizer que cresceu muito mesmo. Esse crescimento é bom para a capoeira e serve para nós brasileiros acordarmos e começarmos a dar o valor que a Capoeira merece, pois lá fora, nossa arte está crescendo cada vez mais e sendo valorizada como nunca foi aqui em muitos lugares do nosso país. Por isso há muita gente indo embora para dar aulas fora do Brasil.

Blog. – Pela experiência que o senhor teve muitos anos com a capoeira fora do Brasil, qual sua visão quanto ao Governo dos outros países referente ao apoio ou incentivo a Capoeira, ou é igual ao Brasil?

Mestre:
Como eu respondi na pergunta anterior, a capoeira é muito valorizada lá. Não tive muito apoio, já que a cidade onde eu estava era um pouco difícil, mas nunca tive em Curitiba o pouco que tive lá. É triste, mas é verdade.

Blog. – O Grupo Muzenza Capoeira esta vivendo um período de muitas transformações, do tipo: mudou a bateria, sistema de graduação, saiu a Benguela e etc... Na sua visão, isso deve-se ao que?

Mestre:
Isso é a evolução da capoeira. Ela deve sempre estar adaptando-se ao seu tempo. O Mestre Burguês tem muita visão e sabe quando é hora de mudar. Também é uma tentativa de resgatar as raízes do grupo.

Blog. – Atualmente uma das artes marciais de mais visibilidade esta sendo o MMA, talvez pelo fato de aglutinar milhares de pessoas para assistir as lutas e também pela forma que a mídia apresenta, no Brasil, a Rede Globo. Na década de 30 aconteceu de a capoeira perder muitos de seus adeptos por causa do surgimento de outras artes marciais segundo as histórias que encontramos em livros. Em sua opinião: O senhor acredita que podemos estar vivendo ou passando por este momento novamente? Justifique.

Mestre:
Acho que não. Concorrência sempre existiu. A capoeira é diferente de tudo e quem realmente gosta, não vai deixá-la. Temos que ser inteligentes para continuar atraindo novos adeptos para a capoeira.

Blog. – Na sua visão, qual a diferença da Capoeira para as outras Artes Marciais?

Mestre:
Como eu falei, ela é diferente de tudo. Tem música, faz parte da nossa história e cultura e uma das coisas mais importantes, ela é muita rica; você pode seguir várias vertentes dentro dela – jogo, luta, música, história, etc. Cada um pode achar seu ponto forte dentro dela – homem, menino e mulher.

Blog. – É primeira vez que o senhor vem ao Pará? Como o senhor avalia a capoeira e o trabalho que o Instrutor SAN e os demais Professores estão desenvolvendo.

Mestre:
Sim.
O que vi foi muita força de vontade, já que, como acontece com todos nós, as coisas não são tão fáceis. O trabalho está bom. Sei da dificuldade de as informações chegarem aí de uma forma mais direta, mas espero que isso comece a melhorar e que minha ida aí tenha atendido as expectativas de vocês com relação a isso. O Pará tem um potencial enorme e vocês com certeza vão crescer, mas é preciso que estejam unidos.

Blog. – Mestre Feijão, foi um prazer tê-lo entrevistado e pra finalizar deixe sua mensagem aos nossos alunos e amigos e vamos há um “Jogo rápido”.

Mestre:
Não existe o melhor capoeirista, existe aquele que treina mais, que pesquisa e que tem a humildade de receber informações e de ensinar o que sabe.

Capoeira é: Minha vida
Um mestre: Mestre Burguês
Um toque: Todos
Uma Roda: De Curitiba
Um jogo: Que eu vi – último jogo do Mestre Waldemar em Salvador, na casa do Mestre Itapoã
Uma Musica: Onde ele tocar, onde ele bater, o meu berimbau, sua atenção ele vai ter (Salame, meu aluno)
Uma História: Besouro
Lição de Vida: Meus pais e viver fora do meu país
Um sonho: Depois que tive uma lesão muito séria, voltar a jogar como jogava antes
Muzenza: Onde aprendi a viver

Entrevista aconteceu durante o
2º Ver-o-Peso da Capoeira em Belém - Pará,15.01.2012



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